Por: Marcus Renato de Carvalho, IBCLC
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Por: Marcus Renato de Carvalho, IBCLC
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Foto de: Mariana Faria de Moraes
O leite ordenhado para ser usado na alimentação do bebê na ausência da mãe pode ser congelado em frascos de vidro com tampa plástica e armazenados no congelador da geladeira por até 15 dias.
O leite uma vez descongelado não pode ser recongelado! Para o uso, deve-se retirar o frasco do congelador de preferência um dia antes e deixar que descongele na geladeira (assim como se faz com peixes e carnes em geral para descongelar com segurança), geralmente leva 12 horas para o descongelamento total do leite. Após descongelado o leite deverá ser brevemente aquecido em banho-maria para então ser oferecido ao bebê.
Atenção: não ferva o leite materno nem aqueça-o no microondas para evitar a perda excessiva dos seus nutrientes!
Para um melhor aproveitamento do frasco, principalmente para mães que trabalham e enviam o leite à escola para ser dado ao bebê, pode-se ordenhar o leite várias vezes até completar o frasco, mantendo-o sempre no congelador, apenas retirando de lá para colocar o leite e devolver para manter congelado.
Por: Marcus Renato de Carvalho

Um estudo americano concluiu que a amamentação não promove benefícios apenas para as crianças.
As mamães que também alimentam seus filhos no peito têm menos risco de sofrer derrame e doenças cardíacas. A conclusão é de uma pesquisa realizada pela Universidade de Pittsburgh, nos EUA. O estudo analisou 140 mil mulheres no período pós-menopausa.
O resultado foi que aquelas que amamentaram por mais de um ano tiveram 10% menos risco de sofrer derrame e doenças cardíacas. Os cientistas acreditam que isso se dá porque, ao amamentar, as mulheres diminuem os depósitos de gordura no corpo.
Mamães que amamentam seus filhos por mais de um ano têm reduzido o risco de sofrerem diabetes e colesterol alto, além de aumento de pressão.
Fonte : Agência Estado
As MÃES que dão o PEITO:
menor risco de SOFRER INFARTO do CORAÇÃO em
19%
AMAMENTAÇÃO é bom para a criança, e
isto já é bastante conhecido, e agora parece que pode ser bom para
a mulher também. Em um estudo de 96.648 nutrizes (lactantes) que
deram à luz entre 1986 e 2002, aquelas que amamentaram pelo menos
dois anos de suas vidas eram 19 por cento menos prováveis de sofrer
um ataque cardíaco do que aqueles que não deram o
peito.
A diferença era independente de
alguns dos fatores de risco usuais para a doença de coração, tal
como a história da família, a dieta ou os níveis do exercício. Uma
explicação possível, diz o coordenador da pesquisa Alison Steube da
escola médica de Harvard, é que nutrir um recém nascido pode ajudar
o metabolismo materno da gestante a voltar ao normal mais
rapidamente. A “gravidez é associada com um número de
coisas que você normalmente não quereria que acontecesse com o seu
corpo,” Steube diz, incluindo armazenar mais gordura e ter
níveis mais altos do que o normais dos lipídeos que circulam no
sangue. Com o aleitamento materno, as mães podem converter
aquelas reservas de energia em boa nutrição para seus filhos.
“Amamentação não é bom só para os bebês, é muito vantajoso
para as mulheres também” diz Steube, que apresentou estes
achados em uma reunião da Sociedade de Medicina Maternal-Fetal em
São Francisco na última semana. Recomenda que as mães deveriam
amamentar seus filhos pelo menos até um ano após o
nascimento.
Las madres que dan el pecho durante dos años o más disminuyen el riesgo de sufrir un infarto de corazón en un 19%.
Al parecer, una posible
explicación es que la lactancia materna ayuda al metabolismo de la
madre a cambiar de "embarazo" a "normalidad" mucho más rápido, pues
durante el embarazo el cuerpo almacena grasas y hay niveles más
altos de ácidos grasos circulando por el organismo, mientras que
amamantando el cuerpo consume esas reservas convirtiéndolas en
alimento para el bebé.
Mothers get heart risk off their
chest
Breastfeeding is well known to boost an infants health, and now it seems it may be good for the mother as well.
In a study of 96,648 nurses who gave birth between 1986 and 2002, those who had spend at least two years of their lives breastfeeding were 19 per cent less likely to suffer a heart attack than those who hadnt breastfed at all. The difference was independent of any of the usual risk factors for heart disease, such as family history, diet or exercise levels.
One possible explanation, says study leader Alison Steube of Harvard Medical School, is that nursing a newborn may help a mothers metabolism switch from pregnancy mode back to normal. "Pregnancy is associated with a number of things that you normally wouldnt want to happen to your body," Steube says, including storing more fat and having higher than normal levels of fatty acids circulating in the blood. By breastfeeding, mothers can convert those energy reserves into nutrition for their infants.
"Breastfeeding isnt just good for babies, its good for mothers, too," says Steube, who presented her findings at a meeting of the Society for Maternal-Fetal Medicine in San Francisco last week. She recommends that mothers breastfeed for three months to a year after giving birth.
From issue 2591 of New Scientist
magazine,
15 February 2007, page
17
Publicado
em www.aleitamento.com em
10/6/2011
Encerro minhas atividades como
doadora de leite materno por esses dias, foram quase 1 ano e 7
meses de doação ininterruptos, toda semana com a busca dos frascos
de leite em minha casa pela equipe do Banco de Leite do Hospital
Rosa Pedrossian em Campo Grande, que praticamente se tornou parte
da minha rotina, minha família.
O esforço no início, já no dia
seguinte a chegada em casa da maternidade, foi diluído rapidamente
e quando menos percebi a ordenha diária fazia parte da minha
rotina, era automático e não havia “trabalho” nisso,
uma vez que eu sempre parava para amamentar meu filho pela manhã
quando acordava e neste momento a ordenha era facilmente
feita.
Nos primeiros meses,
surpreendentemente, a doação semanal chegava a 2 litros de leite,
algumas vezes um pouco mais...
Essa ação se prolongava dia após dia
e eu vestindo a camisa mais e mais. Sempre incentivando mães a
doarem, incentivando o apoio da família e amigos àquelas mães para
que amamentássem e doássem um pouco do seu precioso leite. Assim
sendo vieram duas entrevistas à rede de TV Globo local, a TV
Morena. Sinto-me realizada e fico muito feliz pelo simples fato de
conseguir chegar a um tempo de doação incomum e ser a protagonista
de campanha para o incentivo à doação de leite
materno.
Infelizmente o tempo é cruel também,
faz-se mesquinho em certas horas da vida, embora ele seja o curador
de muitas dores e males, também é um vilão quando temos a
felicidade fracionada em momentos nas nossas mãos. Hoje aquela
rotina já não é a mesma, meu filho cresceu, mama menos durante o
dia o que fez com que minha produção se ajustasse muito à sua
demanda, eu caí numa rotina mais acelerada e que exige mais de mim
em certos momentos, o trabalho tornou-se um exigente mestre em
fazer regras e portanto, devo seguí-las, afinal, construí isso para
mim mesma.
Enfim, completaria 1 ano e 7 meses
de doação no dia 23 deste mês, mas infelizmente parei a alguns
metros da linha de chegada, seja ela qual for, nunca havia
imaginado um “fim” no amor imenso que eu tinha desta
tarefa doce e salvadora de vidas que é doar leite.
Cumpri feliz essa missão que desde
muito antes de engravidar eu já havia me engajado, acreditado e
pulsado no meu instinto materno, com fé que daria certo e que eu
teria sim a plena capacidade de doar. Mesmo com uma cirurgia
mamária, tanto amamentar em livre demanda até hoje e por quanto
tempo meu filho quiser, quanto doar leite, foi plenamente
possível.
Deixo um recado à todas as grávidas,
mães e quem mais for: amamente seu filho, é o leite do amor que
dará a vida e saúde por longos anos da trajetória dele; incentive a
amamentação nas pessoas que conhecer, tanto homens quanto mulheres;
promova a doação de leite materno que é tão importante quando doar
medula óssea ou sangue, afinal, leite materno é vida para bebês
prematuros que não toleram nenhum outro tipo de alimento ou leite
artificial por mais elaborado que este seja.
Faça sua parte, qualquer parte
vale!
Um beijo carinhoso
Adeise
ESTÁ COM FEBRE? QUE BOM! - Dr. Nilo Gardin
Publicado no Periodicum Weleda nº 34 – Inverno de 2005
A febre, definida como um aumento da temperatura do corpo acima de 37,2 ° C (medida na axila) é um evento que acompanha boa parte das doenças inflamatórias, especialmente as infecções e, de modo mais freqüente, na infância. Nos dois extremos da vida temos duas tendências opostas: na infância predominam as doenças inflamatórias febris e, na idade senil, as doenças escleróticas.
A febre na criança costuma trazer angústia aos pais, que sentem uma necessidade grande de baixá-la imediatamente, temendo possíveis conseqüências maléficas aos seus filhos. Isso está muito mais baseado em desinformação do que propriamente em conhecimento científico.
Quando entendemos a febre de um ponto de vista mais ampliado, nossa visão se modifica e também nossas atitudes diante desse fato.
A febre sempre existiu, acompanhando diversas doenças, como mecanismo de defesa do organismo. Com o aumento da temperatura corpórea, nosso sistema imunológico tem a possibilidade de agir mais rápida e eficazmente. A produção e a ativação de diversas substâncias e células de defesa aumentam na febre, o que facilita a resolução da inflamação. Sabe-se, de longa data, que durante a febre o organismo humano consegue produzir mais anticorpos contra vírus e bactérias. O aumento de apenas 1º C na temperatura corpórea consegue diminuir duas vezes a multiplicação viral. No caso do resfriado, por exemplo, o vírus se reproduz muito bem a 35º C, já a 38º se reproduz pouco e aos 40º não se reproduz. Portanto, o melhor remédio para o resfriado é a febre! E o pior remédio é o resfriamento - que pode acontecer após o uso de diversos antitérmicos.
Durante nosso desenvolvimento, passamos por crises que precedem períodos de mudanças. Assim é por volta dos 21 anos, quando buscamos nossa verdadeira identidade no mundo, ou dos 28 anos quando nos questionamos profundamente acerca de nossos reais talentos. Na infância, dos 0 aos 7 anos de idade, o correspondente a essas “crises biográficas” são as doenças febris. O calor traz a possibilidade daquilo que nos é mais individual, chamado na medicina antroposófica de organização do Eu, de intervir na constituição orgânica. Isso se acentua na febre. O Eu precisa se expressar através do corpo físico, e a febre o ajuda a tornar esse corpo herdado dos pais mais adequado à suas próprias características individuais.
Observamos, na pessoa febril, um rebaixamento de seu nível de consciência. Pensar e atuar fica mais difícil durante a febre (o corpo e a mente pedem repouso). É como se a consciência (Eu) “descesse” da cabeça até os órgãos internos e membros, para tomar posse daquilo que foi herdado dos pais. Isso só se consegue através do calor corporal. Por isso, se no início da febre as extremidades estiverem frias (principalmente os pés) pode se fazer compressas mornas nas panturrilhas e pés, ajudando o calor a chegar até lá. Desse modo não estaremos colocando obstáculos ao desenvolvimento orgânico, mas sim o facilitando. Depois da compressa, deve se colocar meias bem quentinhas e repousar.
Responder com febre durante uma doença é sinal de boa vitalidade, de capacidade de reagir frente às ameaças externas. Após cada episódio de febre o sistema imunológico, expressão de nossa individualidade, se torna mais preparado para enfrentar as agressões externas, e a criança, como um ser único, ganha uma batalha e conquista seu novo espaço. Trata-se de um amadurecimento orgânico, vital para o amadurecimento anímico que se segue.
Quando baixar
O bom senso sempre deve nos guiar. Em algumas situações é adequado baixar a temperatura com antitérmicos. Mas são situações de exceção:
- quando a febre ultrapassa os
41º C;
- durante a gravidez (a febre
poderia trazer problemas de formação ao feto);
- em pessoas com doenças cardíacas
(ao aumentar a freqüência cardíaca, a febre pode sobrecarregar o
coração de quem já teve um infarto ou tem angina);
- em doenças crônicas muito
debilitantes (p. ex. tuberculose, hipertireoidismo);
- em doenças psiquiátricas (onde a
febre pode desencadear determinados surtos);
- e em pessoas com epilepsia –
quando a febre pode facilitar a ocorrência de novas
crises.
Existem recursos naturais e medicamentos antroposóficos e homeopáticos que ajudam o doente febril a modular a temperatura, ou seja, evitam que ela exceda determinados limites, ao mesmo tempo em que trazem bem estar e auxiliam a fase de recuperação. Antitérmicos sintéticos e antibióticos precisam ser usados com muito critério e, os últimos, somente sob prescrição médica.
Convulsão
Existe um “mito” que vale a pena abordar: as convulsões febris. Ao contrário do que se teme, são episódios raros (3% das crianças), não deixam seqüelas e dificilmente se repetem. As convulsões febris só ocorrem na faixa etária entre 3 meses e 6 anos de idade. Por ser um fenômeno isolado, uma convulsão não pode ser definida como epilepsia.
Ela não depende do grau de febre, isto é, não é mais comum de ocorrer aos 40º do que aos 38º C. Além de raramente acontecer, a convulsão febril cessa espontaneamente e geralmente não causa nenhum dano à criança. A grande maioria das crianças com história de convulsão febril nunca mais irá apresentar novo episódio durante todo o resto de sua vida. Na próxima infecção, seu organismo terá “aprendido” a superar até uma febre mais alta sem convulsões.
É importante saber que a febre não é uma doença em si, mas uma maneira de se defender, e que o grau de febre (baixa ou alta) não está relacionado à gravidade da doença. O estado geral da pessoa é mais importante.
Não se justifica a preocupação excessiva com a febre. Nosso esforço deve ser o de saber sua causa e não simplesmente baixá-la, atrapalhando a atuação do sistema imunológico.
Orientações práticas - O que fazer para ajudar
- Crianças têm febre mais alta e
de instalação mais rápida do que os adultos.
- Durante a febre convém respeitar a
falta de apetite da criança não a forçando a comer. Se houver perda
de peso, ela recuperará rapidamente após a doença ir embora. Porém
é muito importante que ela beba líquidos (água, chá e sucos), para
repor as perdas aumentadas ocasionadas pela transpiração maior que
acompanha a febre.
- Não dê banho frio na criança com
febre, tampouco use compressas com álcool. Isso causa perda muito
rápida de temperatura. O banho deve ser na temperatura do corpo (em
torno de 37º C).
- Brinquedos e atividades que
estimulam demasiadamente o pensamento, como vídeo game, computador,
lição de matemática etc., devem ser evitados durante a febre. Há
necessidade de repouso físico e mental.
- Consulte o médico para saber a
verdadeira causa da febre. Se o tratamento é feito com um médico
antroposófico ou homeopata, ele necessitará de informações que
individualizem o caso, como por exemplo, se o aumento da
temperatura foi súbito ou lento, se houve presença e
características de sede, suor, sintomas mentais (estado de ânimo,
ansiedade, desejo de companhia etc.), dentre outros.
- Após os episódios de febre o calor
tem que ser mantido, especialmente nas extremidades (pés),
agasalhando bem a criança e evitando perdas excessivas de
calor.
Seguindo esse caminho, o organismo da criança terá aprendido algo durante a doença febril, por esforço próprio. Note a expressão na face de seu filho ou de sua filha após recuperar-se de uma doença febril, onde a febre não foi suprimida, mas sim auxiliada de modo consciente e natural. A criança está sutilmente diferente: um pouco menos parecida com os pais, um pouco mais parecida com ela mesma. Você deu liberdade para ela amadurecer.